Friday, November 13, 2015

Concebendo o Universo


Nos últimos meses, comecei a desenvolver um imenso interesse no estudo. Começou com o estudo bíblico, mas se estendeu também para a esfera secular. Parte por causa de minha (não tão) recem-descoberta vocação de professor, parte por meu novo "panteão" de heróis, todos intelectuais (se me permite o exagero), comecei a sentir um desejo profundo de desvendar os elementos que constituem nosso universo. Acho que o estopim desta jornada foi o vídeo "Imagening the Tenth Dimension" de Rob Bryanton, que abriu meus olhos para concepções que não sabia ser possíveis, como que se os limites de minha imaginação tivessem sido expandidos por tê-la usado além de sua capacidade! Comecei a buscar mais e mais informações, sobre o tecido da realidade! Pude corrigir a falha que o sistema educacional brasileiro permitiu que eu desenvolvesse (não excluindo minha culpa) e compreendi o que são moléculas, átomos, prótons, nêutrons, elétrons, quarks, como a luz se propaga agindo com uma onda eletromagnética, mas ao ser emitida ou colidir com algo, tem propriedades de partícula! Fui apresentado ao fóton, à anti-matéria, à física quântica e à teoria das cordas (string theory). Infelizmente, quanto mais eu estudava, mais percebia o quando o mundo ao meu redor está se decompondo. São pouco aqueles com quem posso compartilhar esses conhecimentos e são ainda mais raros os que estão dispostos a conceber essas idéias. Pior ainda: São poucos os que tem a capacidade de se comunicar neste nível. A triste verdade é que o brasileiro hoje mal sabe falar (apesar de a maioria sentir-se genial). Quanto mais estudo, mais observo minha própria ignorância, o que me mostra cada vez mais o imenso caminho que tenho a percorrer neste maravilhosa jornada que apenas comecei. Mas hoje, me dei conta de algo que me deixou muito feliz! Diria que tenho a sorte (mas chamarei de privilégio, pois não acredito na existência de uma força mística que altera as leis da probabilidade) de ter a mãe que tenho, o irmão que tenho, o pai que tenho e, principalmente, a esposa que tenho, além de muitos amigos que, apesar de minhas excentricidades, me aceitaram em suas vidas, que são inteligentes, talentosos e dotados de tantas qualidades. Estes, por meramente existirem dentro do percurso da quinta dimensão que escolhi observar (ou seja, em minha vida), fazem me lembrar do quanto ainda tenho a aprender, a crescer e a me desenvolver intelectualmente, emocionalmente, espiritualmente e "tuttiquantimente". Em minha vasta ignorância, sempre achei que uma triste consequência do conhecimento fosse a arrogância, mas hoje vejo que quanto mais aprendo, mais a humildade me aflige, primeiro por conceber a crescente magnitude daquilo que não sei e segundo por cada vez mais entender meu papel no mundo real, no tecido da realidade (tradução ruim de "fabric of reality") e no propósito de Deus. Entenda isso como uma declaração de amor platônico aos meus mais chegados e, consequentemente, uma passagem só de ida nesta louca "jornada nas estrelas" que comecei por acaso!

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